É sábado, mas as britadeiras não param. Aliás, foi por causa delas que acordei e o primeiro pensamento foi: "hoje tem aula; esqueci do despertador", mas já era muito tarde - pra sair correndo pra aula, ou pra voltar a dormir. As formigas chegaram antes que eu na pizza que seria meu café da manhã, nenhum e-mail pra alegrar minha manhã, e continuo com uma dor de cabeça chata que desde ontem não passa nem evolui, mas me incomoda e me amolece.
Ontem as britadeiras pararam, mas só porque choveu metade do céu durante as primeiras horas da manhã. Não fui pra aula, dormi até mais tarde e, depois que levantei, fiquei horas deitada numa espécie de transe, jogando um RPG japonês no videogame, um daqueles cheio de vídeos pelo meio e cenários bonitos. Não precisava concentrar muito, e só por isso nenhum dos meus livros novos pareceu melhor ideia no momento.
Ultimamente não tenho feito nada muito interessante, a quem possa interessar. Fora a faculdade que já toma boa parte dos meus dias e desregula meus horários, invisto bastante tempo em um relacionamento que me faz feliz, e há meses não falo com várias gentes de quem gosto muito, apenas por não ter nada para dizer, ou por não ter calado tanto tempo que já não sei se deveria. Acontece com alguma frequência. Não tenho nenhum projeto em mente, já desisti de ser cool e não duvido que muitas coisas sejam mais fruto de trabalho do que de criatividade ou talento prodigioso, mas tenho muita preguiça e fica tudo assim.
Hoje é sábado, e não há nenhuma empolgação ou alegria extra nisso.
ouvindo: The captain, Himalayan Bear.
lendo: O mundo assombrado pelos demônios, Carl Sagan.
PS.: Se depois de ler isso você achou que sou uma pessoa triste, visite meu twitter. É sério. Apareço lá com mais frequência e pareço ser mais feliz do que quando - movida por céu nublado, dor de estômago e músicas estranhas - venho escrever aqui.
Mostrando postagens com marcador Vida medíocre. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vida medíocre. Mostrar todas as postagens
Equilíbrio: não trabalhamos.
Eu só queria que houvesse uma maneira de conseguir me manter contente com vários aspectos da minha vida ao mesmo tempo. Faculdade e coisas extra-currículo, vida social, relacionamentos familiares, realizações pessoais, auto-estima, saúde, paz de espírito, querer a alguém. Porque tem sido - desde sempre - inevitável que, quando uma coisa melhore e me faça feliz, outra sempre desande, desgoverne e saia dos trilhos.
É pedir demais?
(Pergunta sincera.)
ouvindo: You only live twice, The Postmarks.
É pedir demais?
(Pergunta sincera.)
ouvindo: You only live twice, The Postmarks.
Bye ya
O grande problema das férias é que elas nunca são longas o suficiente. Sempre que eu vou pra casa e volto pra cá, há algo que fica mal resolvido. Amigos não revistos, paixonites não desenvolvidas, comidas não experimentadas, devoluções não feitas, coisas não arrumadas, filmes não vistos, livros não lidos, oportunidades perdidas, objetos que não cabem na mala e acabam ficando.
Talvez nem seja ruim. Antes isso do que férias em que já passou tanto tempo que você nem sabe mais o que fazer para que as horas passem (como aqueles 3 meses antes de entrar no CEFET, embora fossem totalmente diversas as condições). Talvez seja até bom; fica aquele sentimento de que é necessário voltar e fazer as coisas direito, na próxima vez.
Se bem que, parando pra pensar, a vida inteira não é assim? Uma tentativa eterna de corrigir os erros imbecis que a gente vai acumulando em umas caixas, pra resolver depois. Mas sempre há mais caixas do que tempo e disposição pra arrumá-las.
(Perdão pela metáfora, mas é que a realidade concreta influencia o cérebro. Meu apartamento ainda está o mesmo caos que eu deixei para trás quando fui pra Natal. Roupas pra guardar, cesto cheio de coisas pra lavar, geladeira que mofou DE NOVO porque eu simplesmente não tenho inteligência suficiente pra lembrar de deixar aberta quando viajo. Sapatos na cozinha, lata de leite e garrafa térmica no quarto, edredon no sofá da sala. Culturas in-crí-veis nas vasilhas que ficaram na cuba da pia durante um mês. Praticamente um abandono de lar.
Mas volta a ser habitável até o fim da semana, juro. A menos que eu fique saindo de noite, tipo ontem pra ver uma banda de blues, e só voltando às 2h30.)
ouvindo: Bye-ya, Thelonious Monk.
lendo: Bom dia, tristeza, Françoise Sagan.
Talvez nem seja ruim. Antes isso do que férias em que já passou tanto tempo que você nem sabe mais o que fazer para que as horas passem (como aqueles 3 meses antes de entrar no CEFET, embora fossem totalmente diversas as condições). Talvez seja até bom; fica aquele sentimento de que é necessário voltar e fazer as coisas direito, na próxima vez.
Se bem que, parando pra pensar, a vida inteira não é assim? Uma tentativa eterna de corrigir os erros imbecis que a gente vai acumulando em umas caixas, pra resolver depois. Mas sempre há mais caixas do que tempo e disposição pra arrumá-las.
(Perdão pela metáfora, mas é que a realidade concreta influencia o cérebro. Meu apartamento ainda está o mesmo caos que eu deixei para trás quando fui pra Natal. Roupas pra guardar, cesto cheio de coisas pra lavar, geladeira que mofou DE NOVO porque eu simplesmente não tenho inteligência suficiente pra lembrar de deixar aberta quando viajo. Sapatos na cozinha, lata de leite e garrafa térmica no quarto, edredon no sofá da sala. Culturas in-crí-veis nas vasilhas que ficaram na cuba da pia durante um mês. Praticamente um abandono de lar.
Mas volta a ser habitável até o fim da semana, juro. A menos que eu fique saindo de noite, tipo ontem pra ver uma banda de blues, e só voltando às 2h30.)
ouvindo: Bye-ya, Thelonious Monk.
lendo: Bom dia, tristeza, Françoise Sagan.
Talvez isso seja um pedido de intervenção
Acabei de sair do quarto levando 4 canecas sujas - cupcake, leite com nescau, suco de soja sabor maçã, suco de uva - um potinho de iogurte e a embalagem de uma barra de chocolate. (Perceba minha alimentação balanceadíssima do dia.) Minha geladeira tem coisas aleatórias que eu preciso transformar em refeições, porque fazer compras essa semana não vai ser possível e além disso eu vou desligar a geladeira durante as férias. Não tenho mais água mineral há uma semana porque a casa estava tão virada que fiquei com vergonha de chamar o entregador. Tudo bem, eu quase não bebo água mesmo.
1/4 das minhas roupas não cabem mais, 1/4 estão sujas, 1/4 estão usadas e/ou jogadas em cima da cama em que eu durmo ou da cama do outro quarto e o resto não combina entre si. Estou vestindo pijama há 24h. Pelo menos estou na minha cama, porque semana passada eu dormi 3 dias seguidos no sofá, assistindo tv. Meu computador voltou a funcionar, mas está com o HD tão cheio que não consigo nem abrir o Photoshop.
Não quero falar sobre assuntos da faculdade e esse semestre que nunca acaba; sobretudo considerando que essa semana eu tenho 5 provas, um seminário e uns resumos pra fazer. E fazer de maneira exitosa e confiante, porque minha passagem para casa está comprada para a noite de sexta, antes que saia a maioria dos resultados.
Somebody save meeeeeeeeeeeee.
Quão loser uma pessoa pode ser?
ouvindo: The times they are a-changin', Bob Dylan.
1/4 das minhas roupas não cabem mais, 1/4 estão sujas, 1/4 estão usadas e/ou jogadas em cima da cama em que eu durmo ou da cama do outro quarto e o resto não combina entre si. Estou vestindo pijama há 24h. Pelo menos estou na minha cama, porque semana passada eu dormi 3 dias seguidos no sofá, assistindo tv. Meu computador voltou a funcionar, mas está com o HD tão cheio que não consigo nem abrir o Photoshop.
Não quero falar sobre assuntos da faculdade e esse semestre que nunca acaba; sobretudo considerando que essa semana eu tenho 5 provas, um seminário e uns resumos pra fazer. E fazer de maneira exitosa e confiante, porque minha passagem para casa está comprada para a noite de sexta, antes que saia a maioria dos resultados.
Somebody save meeeeeeeeeeeee.
Quão loser uma pessoa pode ser?
ouvindo: The times they are a-changin', Bob Dylan.
Como sempre
Parece que passou um Katrina aqui no meu quarto. Tudo virado, fora do lugar.
É reflexo do estado emocional, junto com as calças que não cabem e as canecas sujas de cupcake na pia da cozinha. (Fuck hormones!)
E ainda essa de não conseguir estudar.
ouvindo: Deep Blue, Ladytron.
É reflexo do estado emocional, junto com as calças que não cabem e as canecas sujas de cupcake na pia da cozinha. (Fuck hormones!)
E ainda essa de não conseguir estudar.
ouvindo: Deep Blue, Ladytron.
Desculpas esfarrapadas
Sabe aquela história de "próximo semestre eu estudo"? Tá sendo o contrário comigo. Não peguei num livro ainda, nem caderno tou levando e já assassinei umas poucas de umas aulas. Sendo que agora que o Carnaval [aquele feriado em que eu só dormi, folheei revistas de decoração, comi bastante e cultivei uma colônia de bactérias nas tonsilas] já passou, qual a desculpa que eu tenho pra não estudar?
Bem.. Minha família tá vindo passar umas férias na cidade e eu preciso ser uma boa anfitriã, hein.
ouvindo: Losing touch, The Killers.
Bem.. Minha família tá vindo passar umas férias na cidade e eu preciso ser uma boa anfitriã, hein.
ouvindo: Losing touch, The Killers.
Here we go again
Estou em Curitiba de volta. Viva e sozinha, sobrevivendo no apartamento que tá um caos e eu não tenho tempo/disposição pra arrumar. A geladeira desligada, cheia de mofo, porque foi desligada e ficou fechada, antes que a água tivesse chance de evaporar. Tentei tirar a cera velha e só consegui deixar pior que antes. Mas lavei o banheiro, porque banheiro sujo não faz sentido algum.
[Também não é como se as coisas precisasse exatamente de um sentido pra existir ou acontecer; a gente vai levando do jeito que dá. Minhas caixas de som com subwoofer, elas salvam a minha vida todas as noites.]
Queria chamar uma faxineira, mas já tenho tanta coisa pra fazer nos próximos dias, depois de 2 meses da mais completa vagabundagem e espontânea ignorância com os fatos, que acho que o jeito vai ser faltar aula ou abandonar a mulher sozinha lá. Não que eu tenha medo que roube alguma coisa - nem tem muito o que roubar por ali -, mas é que na 1ª vez que a pessoa vai fazer um serviço, algumas orientações são sempre bem-vindas. [Bem-vindas? Benvidas? Depois dessa história de reforma eu não sei mais escrever. Ainda bem que eu não faço jornalismo.]
Assumi responsabilidades que eu não sei se consigo levar, mas continuo tentando. Talvez seja apenas uma tentativa desesperada e inconsciente de chamar atenção, como se ser unimpressive já não fosse tão ok assim. Mas tenho dormido bem, rido um bocado e me apaixonado platonicamente durante uma noite por rapazes bonitos que tocam flauta e nunca mais verei. Continuo lendo nos ônibus e desligando o despertador do celular, ainda não sei se vou gostar do semestre, mas parada já vi que não vou conseguir ficar.
É. Vou bem, obrigada.
ouvindo: Absolution, Muse.
[Também não é como se as coisas precisasse exatamente de um sentido pra existir ou acontecer; a gente vai levando do jeito que dá. Minhas caixas de som com subwoofer, elas salvam a minha vida todas as noites.]
Queria chamar uma faxineira, mas já tenho tanta coisa pra fazer nos próximos dias, depois de 2 meses da mais completa vagabundagem e espontânea ignorância com os fatos, que acho que o jeito vai ser faltar aula ou abandonar a mulher sozinha lá. Não que eu tenha medo que roube alguma coisa - nem tem muito o que roubar por ali -, mas é que na 1ª vez que a pessoa vai fazer um serviço, algumas orientações são sempre bem-vindas. [Bem-vindas? Benvidas? Depois dessa história de reforma eu não sei mais escrever. Ainda bem que eu não faço jornalismo.]
Assumi responsabilidades que eu não sei se consigo levar, mas continuo tentando. Talvez seja apenas uma tentativa desesperada e inconsciente de chamar atenção, como se ser unimpressive já não fosse tão ok assim. Mas tenho dormido bem, rido um bocado e me apaixonado platonicamente durante uma noite por rapazes bonitos que tocam flauta e nunca mais verei. Continuo lendo nos ônibus e desligando o despertador do celular, ainda não sei se vou gostar do semestre, mas parada já vi que não vou conseguir ficar.
É. Vou bem, obrigada.
ouvindo: Absolution, Muse.
Voltando
Hoje eu comecei a arrumar as cuias pra voltar pra Curitiba. Separar as coisas que provavelmente não uso daqui pra terça, amontoando tudo na mala aberta. Tentar não esquecer de nada que vá fazer falta durante o semestre, medir vontade de levar vs. espaço na mala + possibilidade de pagar muitos quilos de excesso, ponderar se - com as banhas a mais - vale a pena ou não levar tal roupa. Tudo isso enquanto reflito sobre a inutilidade que foram essas férias.
Quero dizer. Foi muito legal ficar de bobeira, dormir muito, rever minha família e alguns amigos (sobretudo alguns com quem eu não tinha qualquer contato há tempos), assistir muitos episódios de House; mas eu acabei não fazendo centenas de coisas que tinha planejado. CNH, dentista, academia, estudar pra arranjar uma vaga de monitoria, organizar os arquivos no HD, comprar o esfigmomanômetro, tirar umas fotos da cidade? Jamais. Além de tantas outras coisas. Não vai mais dar tempo.
Agora é se conformar e se preparar para mais uns vários meses longe de casa, com a cara metida nos livros (porque é lógico que nesse semestre eu vou estudar mais do que no passado), tentando ser mais ação e menos planos, e arranjar um jeito de manter a sanidade.
ouvindo: The biggest flower, Ben Kweller.
Quero dizer. Foi muito legal ficar de bobeira, dormir muito, rever minha família e alguns amigos (sobretudo alguns com quem eu não tinha qualquer contato há tempos), assistir muitos episódios de House; mas eu acabei não fazendo centenas de coisas que tinha planejado. CNH, dentista, academia, estudar pra arranjar uma vaga de monitoria, organizar os arquivos no HD, comprar o esfigmomanômetro, tirar umas fotos da cidade? Jamais. Além de tantas outras coisas. Não vai mais dar tempo.
Agora é se conformar e se preparar para mais uns vários meses longe de casa, com a cara metida nos livros (porque é lógico que nesse semestre eu vou estudar mais do que no passado), tentando ser mais ação e menos planos, e arranjar um jeito de manter a sanidade.
ouvindo: The biggest flower, Ben Kweller.
Why?
- Why don't you send a scrap today to someone you haven't spoken to in years?
- Por falta de coragem, seu moço do Orkut. Por preguiça, também. É tão difícil fazer essas coisas. Me sinto deslocada, como se fosse intrometida. Quem disse que essas pessoas ainda se importariam?
Mas ó, ontem eu fui no churrasco de reencontro da minha turma do ensino médio. Serve? Não só scrap, mas pessoalmente - abraço e forró e risadas e suco gummy de uva e histórias da época do colégio. Acumulei felicidade por muitos dias, foi legal.
lendo: The devil wears Prada, Lauren Weisberger.
- Por falta de coragem, seu moço do Orkut. Por preguiça, também. É tão difícil fazer essas coisas. Me sinto deslocada, como se fosse intrometida. Quem disse que essas pessoas ainda se importariam?
Mas ó, ontem eu fui no churrasco de reencontro da minha turma do ensino médio. Serve? Não só scrap, mas pessoalmente - abraço e forró e risadas e suco gummy de uva e histórias da época do colégio. Acumulei felicidade por muitos dias, foi legal.
lendo: The devil wears Prada, Lauren Weisberger.
Maybe your baby's got the blues
Eu não sei se era a constante ocupação, se era o frio, se era a novidade, mas Curitiba me fazia bem. I mean, eu gosto daqui, e das pessoas principalmente, e tava morrendo de saudades, é fato, mas chegando aqui as coisas meio que desandaram. Há nesse ar alguma coisa que me esmaga, me toma o fôlego, me desanima. Lá tou eu toda abusada de novo, apesar de todas as saídas e risadas com amigos, e paparicos de família; me sinto meio de saco cheio, meio agoniada. Uó. Devorando livros e seriados, dormindo excessivamente pra fazer o tempo passar mais depressa.
Alguém minsprica? Porque eu não tou conseguindo, ein.
Alguém minsprica? Porque eu não tou conseguindo, ein.
Coisas que eu já deveria ter feito e não fiz,
e que me causam problemas práticos ou psicológicos: abrir uma conta de banco numa agência de Curitiba; lavar meus tênis - todos eles; perder os quilos que ganhei desde o início do ano; ficar em dia com as coisas da faculdade, inclusive marcar aquela droga de prova de 2ª chamada; decorar o apartamento e fazer ele perder metade dessa cara de lugar-alugado-de-onde-eu-posso-sair-a-qualquer-minuto.
E o sol nasce, mais uma vez.
Ah, sei lá, ignorem o outro post. Foi um surto, exacerbado pela flutuação hormonal, eu penso. Tou melhor agora. Mas a coisa que eu mais quero é que o semestre termine e eu vá pra casa.
ouvindo: Plain Gold Ring, Nina Simone.
ouvindo: Plain Gold Ring, Nina Simone.
No fundo do poço.. e cavando
Eu tenho plena consciência do que está acontecendo comigo, mas eu não estou conseguindo lidar. E não é como se houvesse um grande motivo, é apenas uma confluência de coisas ruins e/ou mudanças grandes que eu deixei - sem querer - tomarem proporções maiores do que aquelas outras coisas, as boas.
Tou eu aqui, em casa, faltando aula de novo e de repente me pego chorando pelo simples fato de que duas ligações deram errado. É difícil admitir, mas acho que.
Tou eu aqui, em casa, faltando aula de novo e de repente me pego chorando pelo simples fato de que duas ligações deram errado. É difícil admitir, mas acho que.
Casa de ferreiro, espeto de pau
Sou estudante de Medicina, mas quando a questão é cuidar da minha própria saúde as coisas nunca vão muito bem. Certo que eu não sou a mais enlouquecida da vida, eu como frutas todo dia, até gosto de salada. Fora o trajeto da faculdade, sempre ando a pé e só bebo raramente, quando saio com a galera. (Caipirinha de kiwi, te quiero.)
No entanto, há muito que eu deveria mudar. Do tipo voltar a fazer exercícios regularmente ao invés de ficar em casa me enrolando infinitamente e tendo preguiça e comendo por tédio, tomar direitinho as vitaminas e aderir aos tratamentos com regularidade, não racionar a água de beber e ir ao médico pra fazer a consulta de rotina que mamãe pediu desde julho(!) e fazer uns exames e ver se tá tudo legal. (Na verdade, eu sei que não tá.) Preciso ir numa nutricionista (ô, alguém aí já conheceu nutricionista homem? Porque eu não.) pra me ajudar a acertar minha alimentação; na verdade, preciso de uma equipe multiprofissional inteira me vigiando 24/7 e que me ajude a tomar jeito na vida - perder esses kgs que sobram no cálculo do IMC, controlar essa ansiedade, me livrar desses sintomas de depressão.
Ou talvez eu só precise fazer terapia pra deixar de ser viadinha. Como é que eu quero cuidar das pessoas um dia se nem de mim eu dou conta?
ouvindo: Bruised, The Bens.
lendo: Pantaleón e as visitadoras, Mario Vargas Llosa.
No entanto, há muito que eu deveria mudar. Do tipo voltar a fazer exercícios regularmente ao invés de ficar em casa me enrolando infinitamente e tendo preguiça e comendo por tédio, tomar direitinho as vitaminas e aderir aos tratamentos com regularidade, não racionar a água de beber e ir ao médico pra fazer a consulta de rotina que mamãe pediu desde julho(!) e fazer uns exames e ver se tá tudo legal. (Na verdade, eu sei que não tá.) Preciso ir numa nutricionista (ô, alguém aí já conheceu nutricionista homem? Porque eu não.) pra me ajudar a acertar minha alimentação; na verdade, preciso de uma equipe multiprofissional inteira me vigiando 24/7 e que me ajude a tomar jeito na vida - perder esses kgs que sobram no cálculo do IMC, controlar essa ansiedade, me livrar desses sintomas de depressão.
Ou talvez eu só precise fazer terapia pra deixar de ser viadinha. Como é que eu quero cuidar das pessoas um dia se nem de mim eu dou conta?
ouvindo: Bruised, The Bens.
lendo: Pantaleón e as visitadoras, Mario Vargas Llosa.
Auto-avaliação
É sempre essa merda de comportamento passivo-agressivo e auto-sabotagem acabando com tudo. Qual o problema de acabar com isso de vez? O que leva uma pessoa que já identificou o que está errado simplesmente não conseguir corrigir isso? Jesus, me ajuda, porque a situação está precária que só eu sei.
É preciso disciplina pra se livrar de hábitos ruins arraigados, é preciso força para continuar seguindo em frente, é preciso calma. Quando as pessoas começam a perceber a ausência do seu sorriso, isso é um sinal a ser considerado - sobretudo se antes os sorrisos vinham apesar de tudo. Porque é também preciso saber rir de si mesmo e não se levar tão a sério o tempo todo. E encontrar o equilíbrio, em vez de ficar nessas oscilações pouco saudáveis.
Lá vamos nós de novo, tentar acordar com um ânimo levemente diferente amanhã.
(Ignorem o momento desabafo.)
ouvindo: Speak to me bones, Land of Talk.
lendo: A insustentável leveza do ser, Milan Kundera.
É preciso disciplina pra se livrar de hábitos ruins arraigados, é preciso força para continuar seguindo em frente, é preciso calma. Quando as pessoas começam a perceber a ausência do seu sorriso, isso é um sinal a ser considerado - sobretudo se antes os sorrisos vinham apesar de tudo. Porque é também preciso saber rir de si mesmo e não se levar tão a sério o tempo todo. E encontrar o equilíbrio, em vez de ficar nessas oscilações pouco saudáveis.
Lá vamos nós de novo, tentar acordar com um ânimo levemente diferente amanhã.
(Ignorem o momento desabafo.)
ouvindo: Speak to me bones, Land of Talk.
lendo: A insustentável leveza do ser, Milan Kundera.
It's in the water, baby
Sim, eu gosto das pessoas, tenho vontade de vê-las pra conversar. Mas é que.. sei lá qual é meu problema, esses dias eu tou numa preguiça exacerbada, só tenho tido vontade de ficar quietinha, dormindo, conversando amenidades com o pessoal de casa, lendo revista, comendo e dormindo mais um pouco.
Deve ser o ar dessa cidade. Ou a água.
(Velha teoria se confirmando outra vez.)
Deve ser o ar dessa cidade. Ou a água.
(Velha teoria se confirmando outra vez.)
Going out is overrated
Juro que eu tava com vontade de sair hoje pra badalar por aí.
Mas acho que a overdose de comida de casa não foi uma idéia inteligente para o fim de semana, saca? Sem falar que eu estou com uma puta dor nas costas que totalmente impossibilita meu projeto de sair pra dançar como se não houvesse amanhã com amigos numa festa de música eletrônica (sim, essa sou eu - a vida é feita de momentos).
Sábado à noite se contorcendo de dor em casa. Quando meu irmão chegar da locadora vou ver Noiva Cadáver e fingir que esse sempre foi o meu sonho para o 1º fim de semana em casa depois de 5 meses fora.
Mas acho que a overdose de comida de casa não foi uma idéia inteligente para o fim de semana, saca? Sem falar que eu estou com uma puta dor nas costas que totalmente impossibilita meu projeto de sair pra dançar como se não houvesse amanhã com amigos numa festa de música eletrônica (sim, essa sou eu - a vida é feita de momentos).
Sábado à noite se contorcendo de dor em casa. Quando meu irmão chegar da locadora vou ver Noiva Cadáver e fingir que esse sempre foi o meu sonho para o 1º fim de semana em casa depois de 5 meses fora.
Desespero
Não sou devota de santo nenhum, mas no auge do desespero ante a minha situação precária nesse 1º semestre, fiz duas promessas mirabolantes a quem quer que as aceite:
- se eu passar sem final em Genética, fico um mês sem comer chocolate (e isso inclui cappuccinos!);
- se eu passar sem final em Anatomia, fico um mês sem comer pão.
(Sério, eu sou muito breguinha. Mas o bom é que, se der certo, ajuda a emagrecer.)
- se eu passar sem final em Genética, fico um mês sem comer chocolate (e isso inclui cappuccinos!);
- se eu passar sem final em Anatomia, fico um mês sem comer pão.
(Sério, eu sou muito breguinha. Mas o bom é que, se der certo, ajuda a emagrecer.)
Fim de semestre
Acabei mesmo indo à aula naquele dia (ver post passado) e indo ao médico à noite. Nada como uma noite de Dia dos Namorados sozinha na sala de espera do pronto atendimento, principalmente se você foi a pé pro hospital e na hora de ir embora está chovendo e você esqueceu de trazer dinheiro pra um possível táxi. Murphy loves me long time. Mas então. Faringite diagnosticada e remédios comprados, estou melhorando, apesar de ainda ter umas tosses meio vergonhosas no meio da aula.
Esta é a penúltima semana de aula, então não esperem me ver muito por aqui (como se minhas aparições estivesse sendo muito freqüentes, anyway). Como sempre, deixei tudo meique pra última hora e tenho agora que correr atrás pra recuperar todo o tempo perdido com a minha vgabundagem e a preguiça inerente aos dias em que se está doente.
Fiz uma garrafa inteira de café e tava comendo uns biscoitinhos, pra não ficar com dor de estômago feito da outra vez. Parei um pouco pra distrair e já volto pros livros. Já me desapeguei dessa história de nota boa, mas é quero passar sem final pra poder ver o show do Metric em SP sem nenhuma preocupação com estudar mais. Se bem que, em se tratando da minha média irrisória em Anatomia, isso é praticamente impossível. Mas a esperança é a última que morre, então a gente continua se empenhando nessas ondas de varar a madrugada estudando, movida a cafeína e 3 meias no pé pra esquentar bem e fugir da tentação de se jogar embaixo do edredon quentinho right now.
A propósito, vi geada pela primeira vez, no gramadão do campus hoje de manhã cedo. Foi a mesma sensação de ver araucárias: realizar um sonho que tinha desde aquelas aulas sobre climas e vegetação do Brasil no ensino fundamental e parecia distante demais. É bem bonito, me fez abrir um sorriso besta de "valeu a pena acordar cedo". Droga que eu tava sem a câmera na bolsa hoje, mas pelas previsões do tempo, deve acontecer de novo ainda algumas vezes antes que eu viaje pra Cidade do Sol onde, pelo que me contaram, agora só chove.
ouvindo: Down the line, José González.
lendo: Flores raras e banalíssimas, Carmem L. Oliveira.
Esta é a penúltima semana de aula, então não esperem me ver muito por aqui (como se minhas aparições estivesse sendo muito freqüentes, anyway). Como sempre, deixei tudo meique pra última hora e tenho agora que correr atrás pra recuperar todo o tempo perdido com a minha vgabundagem e a preguiça inerente aos dias em que se está doente.
Fiz uma garrafa inteira de café e tava comendo uns biscoitinhos, pra não ficar com dor de estômago feito da outra vez. Parei um pouco pra distrair e já volto pros livros. Já me desapeguei dessa história de nota boa, mas é quero passar sem final pra poder ver o show do Metric em SP sem nenhuma preocupação com estudar mais. Se bem que, em se tratando da minha média irrisória em Anatomia, isso é praticamente impossível. Mas a esperança é a última que morre, então a gente continua se empenhando nessas ondas de varar a madrugada estudando, movida a cafeína e 3 meias no pé pra esquentar bem e fugir da tentação de se jogar embaixo do edredon quentinho right now.
A propósito, vi geada pela primeira vez, no gramadão do campus hoje de manhã cedo. Foi a mesma sensação de ver araucárias: realizar um sonho que tinha desde aquelas aulas sobre climas e vegetação do Brasil no ensino fundamental e parecia distante demais. É bem bonito, me fez abrir um sorriso besta de "valeu a pena acordar cedo". Droga que eu tava sem a câmera na bolsa hoje, mas pelas previsões do tempo, deve acontecer de novo ainda algumas vezes antes que eu viaje pra Cidade do Sol onde, pelo que me contaram, agora só chove.
ouvindo: Down the line, José González.
lendo: Flores raras e banalíssimas, Carmem L. Oliveira.
Assinar:
Postagens (Atom)