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Quebrando o gelo

Essa já é a 3ª vez que eu começo esse post. Sempre saem umas coisas meio tristes, meio pesadas, que não são bem o modo como eu pensei em voltar a escrever, mas eu achei que era importante voltar a ter um canal de comunicação.

Sabe, ultimamente eu até tenho chorado mais e, em se tratando de mim, isso é um progresso. Não deixar tanta coisa guardada, entalada na garganta tem feito bem. É um passo no sentido de ser mais parecida com a eu mesma do futuro. (Um conceito que muda com bastante frequência, mas tem uns princípios que permanecem.)

Outras coisas não mudam muito, e tem ainda aquelas que são ruins e de vez em quando eu me pego fazendo ou pensando. Todo um padrão de hábitos negativos que ainda não consegui descobrir como desativar.

Mas, pra quem queria notícias, saibam que tá tudo bem. E que melhora com o tempo.

ouvindo: 24-25, Kings of Convenience.

Como foi seu dia?

Aí que eu resolvi criar esse outro blog. Não é como se eu ainda escrevesse descontroladamente e precisasse ter cem lugares de publicação diferentes, mas é que, morando longe de casa e encontrando pouco com meus pais no MSN, eu precisava de um lugar para dizer a eles que sim, pessoal, estou viva; não, mãe, eu não deixei de comer verduras; pai, hoje eu consertei o computador sozinha!

É um lugar de postagens mais diarinho - pra contar histórias engraçadinhas que acontecem por aqui; mais bobinho - pra ficar mostrando fotos do apartamento e da cidade; mais mulherzinha - pra falar de compras e beleza; menos emo - porque minha mãe simplesmente não precisa saber e se preocupar quando eu estiver deprimida sem motivo.

A quem possa interessar:

ouvindo: Lion in a coma, Animal Collective.

Olha só,

eu sei que não escrevo aqui há um tempão. Que o propósito de um blog é manter as pessoas informadas de como anda a vida, ou ter uns textos bacanas preenchendo o espaço, mas isso não vai acontecer tão cedo, desculpem. Tou meio perdida na imensidão de compromissos e coisas para fazer, e juntar umas poucas frases que sejam acaba sempre sendo deixado de lado. (Mas pelo menos o Twitter tá vivão.)

E tem tanta coisa que eu queria falar! De como foi receber meus pais na minha outra casa, de como foi a viagem pra São Paulo e o show do Radiohead, sobre conhecer pessoas novas (e legais) de outros estados distantes, mas continuar com poucos amigos em Curitiba. (Minha timidez nem ajuda muito.) Sobre partidas e chegadas, e recomeços e decisões e sobre como eu acho que estou com sinusite e, mesmo sendo uma estudante de saúde e reconhecendo a importância que uma ida ao hospital pode ter, ignoro o fato e permaneço amenizando os sintomas, entupindo as narinas de Vick.

Amanhã tou viajando e deixando pra trás o apartamento que é uma imagem visual da bagunça que eu sou. Eu tenho tentado me organizar, juro. Mas é que às vezes é tanta coisa que você nem sabe por onde começar e talvez precise de uma faxineira para ajudar.

- Uma faxina da alma, como faz?

Hoje eu andei pensando que eu precisava de uma massagem destruidora, que desfizesse todos os mil pontos de tensão desse corpo tão travado. E de um choro que viesse descontrolado e colocasse pra fora todas essas coisas acumuladas de tanto tempo, já solidificadas e tão difíceis de expurgar. Tenho me sentido meio pesada e só o que eu queria era um tantinho mais de leveza.

ouvindo: So alone, Juliana Hatfield.

Here we go again

Estou em Curitiba de volta. Viva e sozinha, sobrevivendo no apartamento que tá um caos e eu não tenho tempo/disposição pra arrumar. A geladeira desligada, cheia de mofo, porque foi desligada e ficou fechada, antes que a água tivesse chance de evaporar. Tentei tirar a cera velha e só consegui deixar pior que antes. Mas lavei o banheiro, porque banheiro sujo não faz sentido algum.

[Também não é como se as coisas precisasse exatamente de um sentido pra existir ou acontecer; a gente vai levando do jeito que dá. Minhas caixas de som com subwoofer, elas salvam a minha vida todas as noites.]

Queria chamar uma faxineira, mas já tenho tanta coisa pra fazer nos próximos dias, depois de 2 meses da mais completa vagabundagem e espontânea ignorância com os fatos, que acho que o jeito vai ser faltar aula ou abandonar a mulher sozinha lá. Não que eu tenha medo que roube alguma coisa - nem tem muito o que roubar por ali -, mas é que na 1ª vez que a pessoa vai fazer um serviço, algumas orientações são sempre bem-vindas. [Bem-vindas? Benvidas? Depois dessa história de reforma eu não sei mais escrever. Ainda bem que eu não faço jornalismo.]

Assumi responsabilidades que eu não sei se consigo levar, mas continuo tentando. Talvez seja apenas uma tentativa desesperada e inconsciente de chamar atenção, como se ser unimpressive já não fosse tão ok assim. Mas tenho dormido bem, rido um bocado e me apaixonado platonicamente durante uma noite por rapazes bonitos que tocam flauta e nunca mais verei. Continuo lendo nos ônibus e desligando o despertador do celular, ainda não sei se vou gostar do semestre, mas parada já vi que não vou conseguir ficar.

É. Vou bem, obrigada.

ouvindo: Absolution, Muse.

Compromissos e burocracia

Como eu não consigo viver em paz, sempre fico arranjando sarna pra me coçar. Aí que eu assumi um cargo aí da vida, e sábado vai ter uma reunião importante. Em Porto Alegre.

Como eu não vou pagar pra trabalhar, lógico, arranjarei as passagens. Mas por questões burocráticas e financeiras, possivelmente terei que ir de ônibus. Na verdade, mais burocráticas do que financeiras, porque os preços são ali ali. Vou tentar resolver isso amanhã, mas já estou me preparando psicologicamente.

O que é chato porque eu bem queria ficar o fim de semana inteiro de pernas pro ar depois da semana do inferno, mas isso não vai acontecer. Porque, veja bem, o grande problema de viagens de ônibus, sobretudo as que duram 12h, é: o que fazer com as pernas? Cruza, descruza, joga prum lado, pro outro, abraça, estica, et cetera, ad infinitum. Tudo isso incomodando o mínimo possível a pessoa do lado. Tomarei Dramin pra poder dormir, certeza. Ou, na pior das hipóteses, estudarei Biofísica, caso eu pegue final.

Sem falar que eu já tinha resolvido ficar aqui mais uns dias justamente porque Aninha Luiza vai fazer vestibular e não tem coisa pior do que fazer uma prova que consome a alma da pessoa e chegar em casa e não ter ninguém pra pelo menos dar um abraço. (Isso aconteceu no ano passado, e meu consolo foi que pelo menos tava passando Closer na televisão.) Mas enfim, c'est la vie, say the old folks.

E não que isso aqui tenha muitas visitas, mas se alguém que lê isso escondido for de POA e quiser dar um alô no fim de semana, estaremos aí.

ouvindo: Fell in love with a girl, The White Stripes.

E o sol nasce, mais uma vez.

Ah, sei lá, ignorem o outro post. Foi um surto, exacerbado pela flutuação hormonal, eu penso. Tou melhor agora. Mas a coisa que eu mais quero é que o semestre termine e eu vá pra casa.

ouvindo: Plain Gold Ring, Nina Simone.

Sinal de fumaça

Não, nem morri.
Esse sumiço é resultado de preguiça de internet, basicamente. Depois eu conto como foi o fim das férias, a volta pra CWB e as novidades do semestre.




Eu disse depois.

ouvindo: Passer des jours, Soy un caballo.

Vou voltar pro meu sertão

Estou contando as horas pra entrar naquele avião. Já sonhei sobre estar em casa tantas vezes! Café da manhã de domingo com todo mundo junto e aquela cara de preguiça. Lasanha no almoço de sábado e depois dormir de rede. Sair de noite pra comer pizza e voltar cochilandinho com balinha de menta pós-café no banco de trás do carro. Meu gatos, meu sofá. O piso frio de cerâmica, todo branquinho. Regata e chinelos o dia todo. Melancia, serigüela, abacaxi bem doce. Doce de gergelim com canela. Rever amigos numa tarde de shopping, cinema e frozen cappuccino. O sol nascendo às 5h da manhã.

Fim de semestre

Acabei mesmo indo à aula naquele dia (ver post passado) e indo ao médico à noite. Nada como uma noite de Dia dos Namorados sozinha na sala de espera do pronto atendimento, principalmente se você foi a pé pro hospital e na hora de ir embora está chovendo e você esqueceu de trazer dinheiro pra um possível táxi. Murphy loves me long time. Mas então. Faringite diagnosticada e remédios comprados, estou melhorando, apesar de ainda ter umas tosses meio vergonhosas no meio da aula.

Esta é a penúltima semana de aula, então não esperem me ver muito por aqui (como se minhas aparições estivesse sendo muito freqüentes, anyway). Como sempre, deixei tudo meique pra última hora e tenho agora que correr atrás pra recuperar todo o tempo perdido com a minha vgabundagem e a preguiça inerente aos dias em que se está doente.

Fiz uma garrafa inteira de café e tava comendo uns biscoitinhos, pra não ficar com dor de estômago feito da outra vez. Parei um pouco pra distrair e já volto pros livros. Já me desapeguei dessa história de nota boa, mas é quero passar sem final pra poder ver o show do Metric em SP sem nenhuma preocupação com estudar mais. Se bem que, em se tratando da minha média irrisória em Anatomia, isso é praticamente impossível. Mas a esperança é a última que morre, então a gente continua se empenhando nessas ondas de varar a madrugada estudando, movida a cafeína e 3 meias no pé pra esquentar bem e fugir da tentação de se jogar embaixo do edredon quentinho right now.

A propósito, vi geada pela primeira vez, no gramadão do campus hoje de manhã cedo. Foi a mesma sensação de ver araucárias: realizar um sonho que tinha desde aquelas aulas sobre climas e vegetação do Brasil no ensino fundamental e parecia distante demais. É bem bonito, me fez abrir um sorriso besta de "valeu a pena acordar cedo". Droga que eu tava sem a câmera na bolsa hoje, mas pelas previsões do tempo, deve acontecer de novo ainda algumas vezes antes que eu viaje pra Cidade do Sol onde, pelo que me contaram, agora só chove.

ouvindo: Down the line, José González.
lendo: Flores raras e banalíssimas, Carmem L. Oliveira.

Sobre a falta de notícias

Se o mar virar sertão, o que é que tem? diz:
Mais coisas da casa nova pra resolver, né? Ou já está instalada?

ana. diz:
i mean, já temos geladeira, fogão, máquina de lavar, telefone, internet, cama e um banheiro com chuveiro quente.
cinema a um real no domingo ou 2,50 na quinta promocional, todas as lojas a alguns minutos de casa e um mercado 24h bem ali. quem precisa de mais que isso?
http://xxx.wordpress.com*
era pra ser um bog diarinho pra contar as novidades com detalhes pros amigos mais chegados, mas sem detalhes sórdidos poque minha mãe tem o endereço
mas é tanta coisa pra falar que acabo com preguiça
(preciso me emendar)

Se o mar virar sertão, o que é que tem? diz:
NOT!
*Se perguntando se ela escreve os detalhes sórdidos, e onde o faz.
Nem começou, já tá com preguiça assim. Em 6 meses, ninguém em Natal ouve mais falar em Ana Áurea.

ana. diz:
o detalhe sobre os detalhes sórdidos, babe, é que eles simplesmente não existem, okey?
quer dizer, teve aquele churrasco do calouro que eu fiquei mucho loca e acordei com o joelho doendo de tanto aloprar no funk, mas enfim.
que tristeza.
é bom que eu sei que se eu morrer ninguém vai mais lembrar.

Se o mar virar sertão, o que é que tem? diz:
Acho que o primeiro problema não seria lembrar, mas ter notícia.
"Ana Áurea? Ah, ela pegou uma doença infecciosa grave ao manipular uma enzima, passou seis meses sem sair de casa, mais dois em coma e morreu." "Mesmo? Como eu não fiquei sabendo?"

--

Se alguém vir essa guria por aí, bate nela e manda ela criar vergonha e mandar notícias, ok?


* a coisa é pseudo-restrita, por enquanto. quem quiser me manda um alou que eu mando o endereço, okey?

ouvindo: Out come the wolves, Jacob Golden.
lendo: O processo, Kafka.

De volta à vida digital

Agora eu tenho uma conexão funcional.
Aleluia, irmãos.

Em breve, notícias do front; depois que eu terminar de colocar em dia todos Mb de informação acumulada durante o mês.

Minha vida subtropical

Claro que eu tenho muito a contar sobre tudo, e ainda não desisti da idéia daquele blog diarinho cheio de fotos e comentários bobos sobre descer na parada de ônibus errada, ter saudade de casa, tentar quebrar a barreira do não-puxo-assunto-pra-não-falar-besteira e querer muito começar a comprar utensílios coloridos de plástico pro apartamento que ainda nem aluguei. Mas a Semana do Calouro que o CA organizou foi bem movimentada e eu acabo com preguiça/medinho de vir pra cá tarde da noite. Inclusive porque tou na casa de parentes e não quero ser abusada.

Mas estou bem, pessoal. Tudo vai acontecendo bonitinho, se encaminhando, funcionando.
Há algum tempo atrás eu repetia para mim mesma, "Only a dark coccoon before I get my gorgeous wings and fly away", mas a frase de agora é "Goodbye, sweet romance. I'm flying away now".

ouvindo: Plans, Grizzly Bear.

Em Curitiba

Tinha começado a escrever um outro post no laptop, inclusive contando sobre como viagem de avião só é boa com emoção e que dessa vez, ao invés de perder o documento, perdi o cartão de embarque, mas a casa onde me hospedo não tem internet. Estou agora numa lan house, só pra dizer que estou viva e muito bem, obrigada. Fui super bem recebida pelos meus parentes que nem conhecia, e aqui o frio que toma conta de mim extrapola os limites do meu estômago. É verão, mas eu sou nordestina e o casaco sempre fica de QAP na bolsa.

Sinto que deixei muito em Natal, coisas inacabadas, desarrumadas, pela metade. Vontade de voltar pra consertar, porque fugir de algumas coisa é necessidade, mas fugir de tudo ao mesmo tempo só é muito mais fácil no pensamento do que na vida real, sabe? Mas aqui eu vou ser feliz, eu sei disso, eu sinto isso. Indepentemente do que estiver a caminho, e da distância dos abraços que tinha à disposição quase o todo tempo. Eu só preciso ser forte, macho pra caralho, e agarrar com força a vida que vim buscar.

Torçam por mim, mandem abraços por telepatia.

ouvindo: Innocent Bones, Iron & Wine.

Drops de informação

O carnaval foi ótimo, não me arrependi de fugir pro mato por um tempo, peguei mais sol em 4 dias do que em 2007 inteiro, não sei nem direito por onde começar a arrumar as malas, vamos receber pessoas da família hoje à noite pra uma espécie de bota-fora, preciso lavar meus tênis, Vito fica o tempo todo falando que vai sentir minha falta, estou ficando com saudades antes de ir, mas quero chegar lá e sentir a vida começando de verdade.

Muitacoisaaomesmotemposocorro.

(Detalhes, scraps e conversas só depois.)

ouvindo: All is well, Samamidon.

Em casa

Como disse um amigo, num recado de Orkut:
"A volta pra casa é uma sensação ambígua e complexa. E incrível."

ouvindo: Through the backyards, Au Revoir Simone.

Curitiba em frases curtas

Estou Curitiba e, por isso, sem muito tempo de ficar escrevendo aqui, ou respondendo e-mails, ou recados etc. Contentem-se com notícias vagas ou raros encontros de msn.

Aqui a gente faz tudo andando, porque estou de hóspede num apartamento que fica bem no centro da cidade. E o mais inesperado de tudo foi ver um grupo de maracatu tocando no meio da rua, imagina só.

Fiz vestibular ontem e foi até bem tranqüilo, mas isso é bem relativo. Como sou franguinha, estou com medo de conferir o gabarito, que vai ser divulgado mais tarde.

Saí de um calor de quase 30°C direto pra uns 15°C (que nem mesmo o povo daqui esperava), quase sem roupas de frio. Ainda bem que Aninha tinha umas coisas para emprestar aqui. Viva as meias fio 80 e os casacos de lã. Mas agora o sol já saiu e a gente já usa umas camisetinhas marotas pela cidade.

Agora preguiça.
Mandem notícias, que eu leio (só demoro a responder).

PS.: Nunca tinha visto tanto chinês ao vivo, haha. Acho que metade da comunidade sino-brasileira mora aqui.

ouvindo: Un dernier verre (pour la route), Beirut.
lendo: Felicidade Clandestina, Clarice Lispector.

Dos dois dias de intervalo

Cheguei de João Pessoa há umas horas, não quero falar sobre desempenho de vestibular por enquanto. Nem peguei gabarito nem nada, então espero que eles publiquem as provas pra eu me situar. Ou não, e ficar na expectativa do resultado da 1ª fase.

Tenho milhares de coisas para fazer, mas prefiro ficar sem fazer nada por um tempo. Tá chovendo bem forte e eu estou indo dormir, mas amanhã? Dia comprido. Aula? Nem sei ainda. Tenho mesmo é que desarrumar a mala, colocar roupas para lavar, cuidar desse corte inflamado no dedo, passar na casa de Ju, falar com a mãe de Aninha, cortar o cabelo (só aparar as pontas ou aloprar no channel?), pintar de novo (continuar com o cabelo ruivo sensação que desbota ou voltar às origens que não dão trabalho?). E então arrumar mala de novo e fazer as unhas e esperar e ter dor de estômago e fazer vestibular de novo, dessa vez com mais vontade e mais agonia, muito possivelmente.

Aiai.

ouvindo: Lions, Jonquil.

Da falta de posts

Ando meio sem paciência.

ouvindo: Lowdown, Lali Puna.
lendo: Coma, Robin Cook.

Do sumiço

- And if theres one thing that I learned when I was a child it's to take a hiding.

As empresas deveriam ter mais cuidado quando trocassem os sistemas delas ou os meus pais deveriam ser menos indiferentes quanto à internet e a influência que ela tem na minha vida social, qualquer coisa assim.

Junto com isso, eu poderia gostar de telefones ou ao menos lembrar de carregá-los. Poderia também mandar SMS dizendo bom dia para as pessoas mais queridas (embora de algumas eu nem tenha o número) ou arranjar um tempo para mensagens em braille, morse, sinais de fumaça. Juro que tento ser menos eremita da próxima vez.

Mas, sabe? Acima de tudo, eu deveria ter acesso livre à universidade sem vestibular, porque isso é uma coisa do capeta que desestabiliza psicológico-emocionalmente a pessoa e aumenta as chances de sumiços prolongados, prisão domiciliar voluntária, principalmente quando já existe uma tendência para tal.

Ou então eu poderia esquecer de vez essa história de vida acadêmica (que ando tendo dúvidas se meu cérebro comporta) e sair viajando sem rumo por aí.

ouvindo: 7 days, Acid House Kings.
lendo: A via crucis do corpo, Clarice Lispector.