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Boys and girls

Sempre tive amigos meninos. Não só gays, na verdade heteros em sua grande maioria. Meninos de passar muito tempo junto, de conversar todo tipo de coisa, de se sentir muito bem de estar junto. Enfim, amigos. Não sei bem explicar, mas é diferente de meninas. Não melhor ou pior, apenas diferente.

Mas desde que cheguei em Curitiba.. Minhas amigas são ótimas, mas às vezes ainda acho meio estranho estar com meninas a maior parte do tempo. Mas é que, sendo tímida, introvertida e encabulada, conhecendo pouca gente e não tendo um grande passado na cidade, acabo ficando meio restrita ao pessoal da sala. E os meninos da minha sala são do tipo que, numa festa de aniversário como a de ontem, sentam todos numa mesma mesa (quão 3ª série é isso?) e só chegam pra conversar (fora poucas exceções) com as meninas que estão afim de pegar. (Preciso evidenciar que não faço o tipo de nenhum deles, assim como nenhum deles nem levemente me encanta?)

Acho tão uó.
Ainda bem que as férias tão chegando.

ouvindo: French Navy, Camera Obscura.

Orgulho nerd e indie

Teimosia, curiosidade, um cd de windows emprestado e pesquisas no Google: depois de alguns dias descomputadorizada, dependendo de tv pra ouvir música porque não tenho rádio e perdi meu mp3 player na viagem do início do mês, tenho meu computador de volta, e sem gastar nenhum centavo com assistência técnica. Fiquei tão feliz quanto nos dias em que configurei o roteador e consertei o relógio da Marilyn.

Porém em má hora: os próximos 8 dias serão loucura de fim de semestre e tudo o que eu não precisava era de distração (coisa sempre presente quando você tem um computador com músicas, filmes, seriados e amplo acesso a internet disponível). Como agora, escrevendo aqui, conversando no msn, ouvindo Grizzly Bear. E olha que nem comecei a responder as mensagens de feliz aniversário. Deixa pro fim de semana. Ou não.

Quarta de noite teve show do Jens Lekman e foi tão tão lindo. Ele sentou na mesa do lado, tomando sopinha, e apesar da minha imensa inteligência de esquecer caneta e câmera fotográfica, pessoas simpáticas me ajudaram e eu tenho uma foto feliz e um autógrafo no mural. Depois eu acabei sentando numa mesa de desconhecidos bacanas - coisa inédita desde que eu vim morar em Curitiba - conversando até a hora do show começar. Algumas das minhas músicas preferidas, dancinhas desajeitadas e revolta pelo microfone que dava choque. Voltei pra casa tão leve! Boa maneira de começar o ano.

BFFs, hahaha.

Superproteção

Você tem certeza de que sua mãe é exagerada quando ela reclama que você, numa noite quente de verão, durma com a janela do quarto aberta. Mesmo considerando que você mora num apartamento no - vejam bem - 12º andar.

E mais ainda quando, sob protestos seus de "olha a paranóia, criatura!", ela começa a contar histórias de bandidos-escaladores que, na calada da noite, sobem pelas paredes para assaltar as casas alheias.

ouvindo: Ulysses, Franz Ferdinand.

Dias bons

A vida anda ótima, de verdade. Fora essa preguiça de escrever no blog, mas relevem. Conheci gente nova que já fez uma diferença danada, tem meninas de Natal aqui em casa que trouxeram ares novos e nos motivam (a mim e a Aninha Luiza, que mora comigo) pra sair em dias que normalmente ficaríamos em casa nerdando.

Só quero que a animação e as coisas legais que aconteceram nos últimos dias não sejam sabotadas pelo meus complexos. Até escrevi um 'auto-estima higher' no espelho do banheiro, inspirada pela Dra. Vodca, e compramos um relógio da Marilyn pra colocar na geladeira. E lá vamos nós.

ouvindo: Spice up your life, Spice Girls. (hahaha)

Dias felizes

Receber a Tory vinda de Sampa (depois de deixá-la esperando por uma hora e meia na rodoviária, sem querer); abandoná-la para ir na primeira aula de yoga, mas voltar pra ver "A vida dos outros" na Cinemateca. Depois, Aninha Luiza nos levando pra conhecer o Mafalda, um dos lugares mais aconchegantes de Curitiba, numa noite de macarrões e conversas de bar sobre a vida; sairmos todas juntas para assistir uma peça ("Não assim tão longe") no Guaíra no domingo de manhã e depois ir passear no Largo da Ordem; calor, lanche de feira, maracatu e donos de sebo nos expulsando. E agora, tarde de domingo de moleza e nerdices.

Leve, leve, leve.
Feliz.

i'll miss this moments
My sugar babes :*

Curiosidade

Senhor comentador God of War,

acho bonitinho de sua parte sempre deixar comentários, diferentemente da maioria das outras cerca de dez pessoas que passam por aqui todo dia (isso não foi uma crítica indireta a vocês, só uma constatação); mas fico completamente sem graça de não saber quem é você, se também bloga, se eu já conheço de algum lugar mas não reconheço o nick, se é alguém de Natal, etc.

Anônimos ocasionais eu até relevo, mas recorrentes assim me deixam curiosíssimas e agoniadas de não poder responder: uma conversa de vai-volta, mas sem o vai de novo. Na falta de Orkut/blog/fotolog, um e-mail já serve.

Beijomeresponde.

Festival de Curitiba

Ano passado, Aninha L. aproveitou a oportunidade e fez uma super programação; via peças o dia inteiro, peregrinando a cidade nos horários que conseguia arranjar.
E eu, infelizmente, claro que não podia fazer o mesmo porque estava em Natal. Morri de inveja, mas me conformei - na época, estar em Curitiba era uma realidade distante.

Este ano, Yuri se jogou de Natal até Curitiba, só para passar o dia batendo em todos os cantos da cidade, se perdendo e se achando por aí. Acho massa gente empolgada assim.
Inclusive, assim que vim morar aqui, muito me empolguei pra passar uma semana inteira vendo espetáculos sempre que tivesse uma janela nos horários de aula. E você acha que vou poder? E você acha que eu vi pelo menos alguma peça até agora?
Tenho é que estudar, e muito, pra tentar não me lascar por completo nas provas de sábado, segunda e terça, além do seminário da quarta de manhã. Cool.

- Quis a bicicleta? Agora pedale.