Compromissos e burocracia
Como eu não vou pagar pra trabalhar, lógico, arranjarei as passagens. Mas por questões burocráticas e financeiras, possivelmente terei que ir de ônibus. Na verdade, mais burocráticas do que financeiras, porque os preços são ali ali. Vou tentar resolver isso amanhã, mas já estou me preparando psicologicamente.
O que é chato porque eu bem queria ficar o fim de semana inteiro de pernas pro ar depois da semana do inferno, mas isso não vai acontecer. Porque, veja bem, o grande problema de viagens de ônibus, sobretudo as que duram 12h, é: o que fazer com as pernas? Cruza, descruza, joga prum lado, pro outro, abraça, estica, et cetera, ad infinitum. Tudo isso incomodando o mínimo possível a pessoa do lado. Tomarei Dramin pra poder dormir, certeza. Ou, na pior das hipóteses, estudarei Biofísica, caso eu pegue final.
Sem falar que eu já tinha resolvido ficar aqui mais uns dias justamente porque Aninha Luiza vai fazer vestibular e não tem coisa pior do que fazer uma prova que consome a alma da pessoa e chegar em casa e não ter ninguém pra pelo menos dar um abraço. (Isso aconteceu no ano passado, e meu consolo foi que pelo menos tava passando Closer na televisão.) Mas enfim, c'est la vie, say the old folks.
E não que isso aqui tenha muitas visitas, mas se alguém que lê isso escondido for de POA e quiser dar um alô no fim de semana, estaremos aí.
ouvindo: Fell in love with a girl, The White Stripes.
Histeria coletiva
ouvindo: This mess we're in, Thom Yorke & PJ Harvey.
pondo os pingos nos ii
há muito mais coisas que eu queria ter dito, mas é que, a essa altura já não valeria mais a pena. palavras ao vento, pra ninguém. não tem conserto, nem nunca terá : a delicada estrutura da bolha de sabão se rompeu. nem eu queria que tivesse, esse soneto não merecia uma emenda. e de quem era a culpa pela surdez temporária, pela cegueira transitória? de ninguém, talvez de todo mundo; é que às vezes o cérebro simplesmente pára de funcionar. e no momento em que eu abri as portas - da casa, do peito - é porque houve confiança. mas não se deve confiar tanto no instinto. mas acontece, e a gente segue em frente. e sim, há coisas que ficam melhor quando não ditas.
Coisas que eu já deveria ter feito e não fiz,
Pós-prova

Agora é tentar se distrair um pouco e se preparar mentalmente pro que há de vir. (Prova final?) Aguardem cenas do próximo capítulo.
Ai ai
(Sem falar que ninguém da sala responde minhas mensagens. Adoro ser ignorada.)
Nomadismo

E não é nem que eu não esteja gostando de Curitiba, pelo contrário. Mas às vezes me pego pensando se vou conseguir ficar aqui até o fim do curso, porque tem dias em que me ataca essa vontade de sair correndo por aí. Talvez comprar uma moto, sabe? Algo no meio termo entre Diários de Motocicleta e Kino no Tabi; uma mochila, um Moleskine, um grafite 0.5, uma câmera e um livro da Clarice. Antes eu achava que o problema era estar parada em Natal; a verdade é que o problema é estar parada em qualquer lugar.
(Por que danado eu fui escolher Medicina?)
Enxaqueca strikes again
Preciso não dormir daqui pra sexta.
Ou melhor, daqui pra dezembro, o que seria na verdade uma boa saída pra todos os meus problemas em grande parte relacionados com falta de organização e enrolação e procrastinação.
I (heart) good covers
Baixem djá!
Eye of the tiger
De uma vez por todas, por mais que doa, e dê trabalho, e exija muito, repitam comigo: do it all the way, do it all the way.
Você sabe do que eu estou falando
ouvindo: Unattainable, Little Joy.
lendo: Flores raras e banalíssimas, Carmen L. Oliveira.
Repensando

- But if things were reversed - you know, like that movie Freaky Friday - you can be sure Pam and I would be sent to our rooms for all our Friday. Yes, they would give us a time-out and tell us we could not come out until we had really thought about what we had done. ... What have we done? ... But... there are no time-outs, there's not enough time for... time-out.
(Me and you and everyone we know)
ouvindo: Janta, Marcelo Camelo & Mallu Magalhães.
pro dia nascer feliz
agora é só encarar o resto de todas as outras coisas.
murphy
eu preciso de um abraço.
sério mesmo.
sei que não tenho aparecido muito
*sigh*
ouvindo: Sleeping torpor, Anathallo.
lendo: Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, Clarice Lispector.
E o sol nasce, mais uma vez.
ouvindo: Plain Gold Ring, Nina Simone.
No fundo do poço.. e cavando
Tou eu aqui, em casa, faltando aula de novo e de repente me pego chorando pelo simples fato de que duas ligações deram errado. É difícil admitir, mas acho que.
Casa de ferreiro, espeto de pau
No entanto, há muito que eu deveria mudar. Do tipo voltar a fazer exercícios regularmente ao invés de ficar em casa me enrolando infinitamente e tendo preguiça e comendo por tédio, tomar direitinho as vitaminas e aderir aos tratamentos com regularidade, não racionar a água de beber e ir ao médico pra fazer a consulta de rotina que mamãe pediu desde julho(!) e fazer uns exames e ver se tá tudo legal. (Na verdade, eu sei que não tá.) Preciso ir numa nutricionista (ô, alguém aí já conheceu nutricionista homem? Porque eu não.) pra me ajudar a acertar minha alimentação; na verdade, preciso de uma equipe multiprofissional inteira me vigiando 24/7 e que me ajude a tomar jeito na vida - perder esses kgs que sobram no cálculo do IMC, controlar essa ansiedade, me livrar desses sintomas de depressão.
Ou talvez eu só precise fazer terapia pra deixar de ser viadinha. Como é que eu quero cuidar das pessoas um dia se nem de mim eu dou conta?
ouvindo: Bruised, The Bens.
lendo: Pantaleón e as visitadoras, Mario Vargas Llosa.
