He loves me (not)

- Ser feio dói?
- ...
- Ei, ei. Olhe aqui: ser feio dói?
- Às vezes.
- Ah, deve ser por isso que você vive mal-humorada.

ouvindo: The best of drum, Kings of convenience.

Enrolação sem fim

Pra variar, dormi depois do almoço [minha mãe me acordou às 7h20, então eu tive um bom motivo para tal] e deixei de ver um filme que queria no cinema [Medos Privados em Lugares Públicos]. Já perdi as contas de quantos filmes perdi assim de bobeira. Porque só fica em cartaz até amanhã, em sessão única, mas amanhã já tenho compromisso à tarde. Dois, aliás, e no mesmo horário, porque eu esqueci de usar a agenda antes de pegar no telefone. Pura falta de costume, mas estaremos evitando repetir esse erro ao longo do ano.

Ainda não decidi o que vou fazer com o meu cabelo. Gosto do vermelho, mas dá trabalho manter e eu quero economizar pra ver Interpol em março, lá em SP. E depois que me mudar, dar o endereço daqui pra família e atualizar sempre com coisas bobas ou criar um outro blog mais diarinho pra eles saberem que eu me alimento e estou bem? Eu sempre tenho problema em saber onde publicar o quê. Tipo o flickr e o photoblog, ou os blogs, quando eu tinha mais de um. Preciso saber definir qual a linha editorial dessas coisas.

Mas o Carnaval já tá encaminhado e vai ser de fazer trilha e rapel, depois descansar na praia, acompanhada de pessoas que não conheço e outras com quem convivo muito pouco. Talvez eu devesse ficar em Natal mesmo, tentar encontrar as pessoas que gosto, mas não sei. Decidi que não ter medo das novidades e de tentar coisas novas é o lema de fevereiro.

- no more talk about the old days
it's time for something great

i want you to get out
and make it work

ouvindo: Atoms for peace, Thom Yorke.

1, 2, 3 e já.

Ok.
Vamos parar com essa bichice.
De uma vez por todas.

Engolir esse choro besta, pensar positivo, controlar essa ansiedade.
Fazer algum esforço para cumprir as promessas pessoais, não me diminuir o tempo inteiro.
Descarregar as fotos da câmera, ir no cursinho falar com o coordenador e os professores [estou devendo isso há uns 15 dias], tomar as malditas vacinas atrasadas.
Ajeitar o cabelo, fazer as unhas, limpeza de pele, hidratação.
Dar atenção a quem merece, responder os scraps e comentários da última semana, aproveitar esse últimos dias na companhia das pessoas que gosto em vez de ficar pombolesando sozinha e calada em casa.
Planejar direito com as primas essa história de acampar na Paraíba durante o Carnaval, inventar alguma despedida bacana.
Terminar a lista de viagem, começar a fazer as malas.

Por enquanto é isso.
Começando amanhã cedo [hora do alarme: 8h].

ouvindo: Yumeji's Theme, In the mood for love OST.

Mas então..

queria conseguir te explicar o que se passa por aqui, de uma maneira que parecesse sincera, comedida, aceitável. [sim, porque não exagero, minto e fujo o tempo todo.] e discorrer, com as palavras, pausas de respiração e expressões certas, sobre como às vezes esse meu instinto de auto-sabotagem se exacerba proporcionalmente à atenção que as pessoas me dão. e sobre como eu decepciono, e faço dos meus problemas uma avalanche inteira que me cega, me prende os braços, me tira o sorriso da cara e me faz esquecer do resto, como se eu fosse a única pessoa com quem se importar. é involuntário, eu juro. já tentei viver sem fazer drama, mas depois de anos de longa prática, é uma coisa muito intrínseca. não consigo.

mas sabe quando você projeta toda a sua felicidade para uma coisa e, de repente, quando consegue aquilo, tudo continua o mesmo? passada a euforia inicial, você se descobre tão pequeno e medroso como sempre, embora que agora em condições diferentes, e chora sozinho por razões que ninguém entende. e talvez seja só a ansiedade, a estupefação de finalmente conseguir realizar sonhos de anos atrás. quem sabe? mas, ao invés de sorrisos sobrando, fico com esse incômodo aqui dentro, um pessimismo bobo de que algo vai dar errado daqui a pouco, porque sempre há essa possibilidade. então me retraio de lidar com as pessoas que gosto, assim elas não vão precisar se preocupar comigo. é mais fácil ficar indiferente do que negar coisas que eu normalmente gostaria de fazer, mais fácil do que sair ao mundo e explicar o caos aqui dentro.

e isso não é para que você aceite, concorde, ou desculpe; só talvez para que você soubesse, e não sentisse raiva de mim. ou pode sentir, tudo bem, não lhe tiro a razão de fazê-lo.

ouvindo: Alla luce del sole, Josh Groban.
lendo: Licânia, Clauder Arcanjo.

Boredom killed another

São quase 4h, meus olhos doem de tanto tempo abertos e eu não consigo dormir. Nem fazer qualquer coisa que exija muito raciocínio ou decisão. Estou com preguiça de internet; meique preguiça das pessoas, também. Desaprendi o pouco que sabia sobre escrever, inclusive porque a preguiça é maior do que a vontade de falar algo, e meu braço ainda dói um pouco desde aquele dia em que joguei boliche. Tem dias que acordo com uma agonia de corpo mole, como se estivesse doente. Mas estou bem, a doutora falou.

Minha mãe diz que é porque parei de tomar as vitaminas, Juliana diz que é falta de, er.., amor, e se estivesse em casa, Vito me chamaria de emo, aposto. Não concordo com nenhum deles, no entanto, whatever.

Exceto por hoje, tenho dormido muito. E ouvido música sem prestar atenção e resolvido coisas de documentos e de saúde - ainda preciso tomar as malditas vacinas, marcar um exame. E dar outro banho na gata e começar a listar as coisas que vão e que ficam na mudança e ajeitar o cabelo e.
Tentar não deixar que as coisas felizes fiquem apenas aqui pairando na superfície.

ouvindo: Alpha and Omega, Boards of Canada.
lendo: Rainho do Inverno, Boris Akunin.

C0mo fas//

Depois de anos de reclusão solar no meu adorável quarto, esse fim de semana eu vou à praia com a minha família meio comercial-de-margarina, para finalmente conhecer a o pedaço de chão mais badalado do litoral do estado e disposta a descobrir se minha melanina ainda reage ao sol ou se perdeu a validade.

Mas então. É costume por estas paragens que as meninas, para terem como ostentar sua aprovação no vestibular, raspem metade de uma das sobrancelhas e coloquem um charmoso band-aid de bichinho pra cobrir a desgraça. Eu não faria isso, a princípio. Talvez, no máximo, fazer como uma amiga e só fingir o rito de passagem, colocando o tal por cima da sobrancelha intacta. Maaaas, a galera aqui em casa se empolgou, me pegaram à força e zás!

Aí agora eu vou à praia e fica a dúvida: sobrancelha pela metade à mostra ou marquinha sexy de band-aid no ladinho da testa? Ou ainda: continuar fugindo do sol como sempre e comprar um sombrero?

ouvindo: Sovay, Andrew Bird.

Justificando o nickname

Ando tendo dores de cabeça. To-dos os di-as. Sem saber por que motivo. Antes era ansiedade do resultado, e agora, é o quê? Ansiedade pela mudança? Pela cidade nova? Pelo início das aulas? Pela minha vida inteira pelos próximos anos?
(Eu andava até bem no controle desse meu nervosismo exacerbado (aka pré-psicose), mas pelo visto a trégua acabou.)

E nem é como se fossem crises de enxaqueca, dessas que te fazem ver coisas e agonizar numa maca de pronto-socorro por mais uma dose do medicamento na veia; são só aquele latejar abusado que não te impede propriamente de fazer nada, mas tira o ânimo pra qualquer coisa (inclusive e principalmente usar o computador, ver filmes e ler, que por acaso são meus objetivos pras férias).

Pra passarem, me alimento (apesar da náusea), tomo banho, tomo remédio, tento dormir. Às vezes funciona; às vezes, não mesmo. Aí tomo mais remédio. E muito remédio me dá dor de estômago. Dores de estômago me fazem perder a fome. Ficar com fome aumenta as dores de cabeça.
[infinite loop]

Acho que preciso ir ao médico de novo.

ouvindo: Careless love, Madeleine Peyroux.

Preguiça 1 x Preguiça 2

Aí que meu pai me acorda cedo, dizendo que eu tenho que fazer uns serviços de office-boy aqui; sacar dinheiro num canto, pegar ônibus, depositar não sei quanto nessa conta aqui, blá blá blá. E saia cedo, viu? Tem que ser hoje de manhã.

Que fazer?
Levantei, preparei uma xícara enorme de café com leite, peguei uma soda preta (estava aqui no Google tentando descobrir como se chama/se existe isso pelo Brasil; mas é tipo um pão de mel, feito com rapadura) e vim consertar a história dos comentários que falei post passado. Eu até consertei a hora de todos eles, pra corresponder com a realidade, enquanto não crio coragem pra trocar de roupa e sair.

Nhé

Aí que eu fui mexer no template para a repaginada habitual de ano novo (porque eu estou numa vibe amarelo agora) e os comentários antigos sumiram; ficaram os do Blogger no lugar. Eu, com preguiça de ajeitar, e cansada dos e-mails do Haloscan sempre virem pela metade, vou deixar assim. Quem precisa de templates personalizados e bonitinhos nos comentários? Nhé.

Num dia normal, eu passaria 3h mexendo nisso e qualquer outro detalhe do layout sem me importar e achando divertido. Mas hoje.. Depois de eu ter ido dormir às 4h, meu vizinho me acorda às 9h30. Cantando Fagner no karaokê.

ouvindo: Unissassi Laulelet, The Dø.
lendo: Os funerais da Mamãe Grande, Gabriel García Márquez.

Resultados

Meus dias nunca foram tão compridos.
Quero perder a memória, hibernar até o dia 14, passar dias alucinando com peyote ou entrar num profundo estado de meditação onde os problemas desse mundo material deixem de importar.

Não sei como conseguir nenhuma das alternativas acima, então vou até lá viver de filmes, livros e videogames, sem pausa, que é pra manter a cabeça ocupada 24/7.
(Como se fosse possível.)

ouvindo: Sipping on the sweet nectar, Jens Lekman.