Hollywood
Dia desses Tory me mandou um e-mail, mostrando uma foto de Clerks II.
Aí eu só queria tranquilizar vocês, dizer que eu não tou fazendo filmes nem nada; continuo a mesma menina de interior que vocês conhecem. Essa aí é a Rosario Dawson, minha gente. Ela copiou meu cabelo e os meus óculos, e minha cara de bocó com a boca grande, mas tudo bem.
:}
ouvindo: Easier, Grizzly Bear.
Fora de moda
Deliberate Gentle Love Dreamer (DGLD)
Sonnets want Love and have high ideals about it. They're conscientious people, caring & careful. You yourself have deep convictions, and you devote a lot of thought to romance and what it should be. This will frighten away most potential mates, but that's okay, because you're very choosy with your affections anyway. You'd absolutely refuse to date someone dumber than you, for instance. Lovers who share your idealized perspective, or who are at least willing to totally throw themselves into a relationship, will be very, very happy with you. And you with them. You're already selfless and compassionate, and with the right partner, there's no doubt you can be sensual, even adventurously so.
You probably have lots of female friends, and they have a special soft spot for you. Babies do, too, at the tippy-top of their baby skulls.
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__
E ainda existem algumas outras complicações que fogem ao meu controle. Entendeu agora porque eu vou ficar pra tia?Mas a última parte é mentira. Bebês nunca gostam de mim.
ouvindo: I found the f, Broadcast.
Dos lugares inusitados
Já conheço há algum tempo, mas é que agora deu uma vontade de propagar.
Les Concerts à Emporter de La Blogothèque são uma das melhores idéias que eu já vi. É uma das minhas coisas preferidas do mundo inteiro, ali ali com caramelos. Sério mesmo.
Vê lá Arcade Fire tocando dentro do elevador ou Guillemots numa pracinha da França pra você me dar razão.
ouvindo: Intro, Ramona Córdova.
Les Concerts à Emporter de La Blogothèque são uma das melhores idéias que eu já vi. É uma das minhas coisas preferidas do mundo inteiro, ali ali com caramelos. Sério mesmo.
Vê lá Arcade Fire tocando dentro do elevador ou Guillemots numa pracinha da França pra você me dar razão.
ouvindo: Intro, Ramona Córdova.
Da vontade de viajar
Assistir Te quiero, América, saber de Aninha sendo feliz em Curitiba, ver a comunidade e as fotos dos Aventureiros por Natureza e ouvir Ju falando da viagem pelo Brasil de daqui a pouco sempre me dá um aperto no peito de estar escolhendo ficar com o pé fincado por aqui, fazendo cursinho para tentar entrar num curso que absorverá minhas energias durante 6 anos, que não me deixará tão cedo juntar dinheiro para fugir (de barco!) para Londres.
Às vezes acho que tenho parte com cigano ou com gente de circo.
ouvindo: Persona (feat. Josh Haden), Blue Man Group.
lendo: Lisboa, J. R. Duran.
Às vezes acho que tenho parte com cigano ou com gente de circo.
ouvindo: Persona (feat. Josh Haden), Blue Man Group.
lendo: Lisboa, J. R. Duran.
De onde vem a calma
Os dias andam amenos e tento não surtar antes da hora. Uso pouco o computador e fico adiando infinitamente aquele retorno à ortodontista, aquelas cartas e aquela tinta no cabelo. Rabisco bonecos-palito, pinto as unhas de verde e tenho vontade de passar todas as tardes conversando numa mesinha de café com amigos que não vejo há tempos. Mal sei do Pan. Assisto Harry Potter, vou pro show da Roberta Sá, peço dvd do Teatro Mágico emprestado. Gasto mais horas dormindo do que estudando, e sempre digo que amanhã tudo vai ser diferente, mais estudo, 2L de água, nada de gordura trans e falta de exercício. Nunca dá certo, mas, ainda assim - devem ser aqueles comprimidos de vitamina -, amanheço sorrindo, canto no banho e na lavagem de louça do almoço de domingo, gosto desse tempo friozinho, leio no ônibus todo dia de manhã, balinha de gengibre ardendo na língua, óculos de sol enormes e colônia de flor de lima e verbena. Bem melhor assim.
ouvindo: No I in the threesome, Interpol.
lendo: Édipo Rei, Sófocles.
ouvindo: No I in the threesome, Interpol.
lendo: Édipo Rei, Sófocles.
Do dia que começou bem
Antes, calma e serenidade. Agora, assim de repente: serotonina ao montes. E ainda ganhei chocolates no fim da manhã.
É como se eu tivesse acordado outra, mas passei a noite em claro.
Ser feliz não tem muita lógica, tem?
E esse jazz que me faz dançar pela casa.
ouvindo: Let's dance, Benny Goodman.
É como se eu tivesse acordado outra, mas passei a noite em claro.
Ser feliz não tem muita lógica, tem?
E esse jazz que me faz dançar pela casa.
ouvindo: Let's dance, Benny Goodman.
Funambulismo
me esforço e insisto,
finjo bem
- até certo ponto -,
mas às vezes acho mesmo é que não nasci pra uma vida assim
metódica
calculada
aceitável
esperada
e monotonamente convencional:
casa de conjunto
com cerca branquinha,
cal nas paredes,
cachorro com lacinho,
comida de sempre,
conta corrente,
crianças no jardim.
e agora, doutor?
o que eu faço
com essa minha vontade de jogar fora
tudo o que construíram para mim
durante anos a fio
de ouro e enxada?
com esse desejo de cortar os pés em vidros quebrados,
cacos de espelhos
formando dezenas de imagens fragmentadamente
bonitas.
que fazer, doutor?
eu que não tenho tino
para a arte
pros negócios
para a ciência
pro amor,
só tenho esse talento
(inútil?)
para
sentir sentir sentir.
quero o barulho da feira,
as paisagens mais diversas,
o toque e o cheiro das gentes,
o sabor agridoce e amargamente salgado
dos retalhos de cultura desse mundo tão grande.
porque eu gosto é do estrago,
do caos,
da confusão,
das cores intensas ofuscando a vista,
múltiplos palcos,
pluralidade,
diversos focos,
excesso de informação.
mas o que faço?
aquiesço
não me esforço
fico quieta. por falta de coragem,
sufoco loucuras
de querer vida em exagero
e continuo tentando
me encaixar nesses moldes
pré-fabricados sem meu consentimento
para os quais meu cérebro é muito pequeno
e o meu coração é grande
demais.
ouvindo: To build a home (feat. Patrick Wolf), The Cinematic Orchestra.
finjo bem
- até certo ponto -,
mas às vezes acho mesmo é que não nasci pra uma vida assim
metódica
calculada
aceitável
esperada
e monotonamente convencional:
casa de conjunto
com cerca branquinha,
cal nas paredes,
cachorro com lacinho,
comida de sempre,
conta corrente,
crianças no jardim.
e agora, doutor?
o que eu faço
com essa minha vontade de jogar fora
tudo o que construíram para mim
durante anos a fio
de ouro e enxada?
com esse desejo de cortar os pés em vidros quebrados,
cacos de espelhos
formando dezenas de imagens fragmentadamente
bonitas.
que fazer, doutor?
eu que não tenho tino
para a arte
pros negócios
para a ciência
pro amor,
só tenho esse talento
(inútil?)
para
sentir sentir sentir.
quero o barulho da feira,
as paisagens mais diversas,
o toque e o cheiro das gentes,
o sabor agridoce e amargamente salgado
dos retalhos de cultura desse mundo tão grande.
porque eu gosto é do estrago,
do caos,
da confusão,
das cores intensas ofuscando a vista,
múltiplos palcos,
pluralidade,
diversos focos,
excesso de informação.
mas o que faço?
aquiesço
não me esforço
fico quieta. por falta de coragem,
sufoco loucuras
de querer vida em exagero
e continuo tentando
me encaixar nesses moldes
pré-fabricados sem meu consentimento
para os quais meu cérebro é muito pequeno
e o meu coração é grande
demais.
ouvindo: To build a home (feat. Patrick Wolf), The Cinematic Orchestra.
Das férias
Uma semana inteira de barriga para cima.
Festas de aniversário, comidas gostosas (e engordativas), filmes bonitos e legais, algumas pessoas queridas.
Dormir, dormir, dormir.
Eu estava precisando.
Mas agora já tá acabando e ainda não fiz um monte de coisas que deveria/gostaria de ter feito. E olha que eu não estou me referindo à matéria atrasada nem nada.
É meio chato perceber que eu nunca me entendo com o tempo.
ouvindo: Bernadette, Arrah and the Ferns.
lendo: Hotel Atlântico, João Gilberto Noll.
Festas de aniversário, comidas gostosas (e engordativas), filmes bonitos e legais, algumas pessoas queridas.
Dormir, dormir, dormir.
Eu estava precisando.
Mas agora já tá acabando e ainda não fiz um monte de coisas que deveria/gostaria de ter feito. E olha que eu não estou me referindo à matéria atrasada nem nada.
É meio chato perceber que eu nunca me entendo com o tempo.
ouvindo: Bernadette, Arrah and the Ferns.
lendo: Hotel Atlântico, João Gilberto Noll.
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