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Inferno astral

Não sou muito adepta de horóscopo, porque [quase] nunca dá certo mesmo. Mas agora que eu estou esperando o aniversário chegar, entrei numa vibe parecida com as de fim de ano, ou de um ciclo qualquer. Repensando a vida, enxergando as merdas, me achando velha, fazendo comparações inevitáveis(?), querendo fazer as coisas de uma maneira melhor, com menos stress e vazio, mais sorrisos.

Meu grande problema é a inércia, o pensar muito mais do que fazer, teorizar sobre as coisas e não colocar em prática. Resolvi pular a parte de elaborar planos complexos e apenas relembrar minhas metas não cumpridas de sempre; reciclá-las para os próximos dias. São elas:

- Não se entregar tão fácil.
- Menos paranóia, mais pró-atividade.
- Voltar a prestar atenção nas cores do mundo.
- Ficar mais próxima de quem importa.
- Beber 2L de água por dia.
- Sempre tirar a maquiagem antes de dormir.

E lembrar de ir até o fim,
sem esquecer que o caminho é o fim, mais do que chegar.

ouvindo: The next time around, Little Joy.

Eye of the tiger

Mas tem uma hora em que a gente tem que acordar pra vida e começar a tentar fazer coisas certo, né? O racional tomando as rédeas e gritando: ô, veí, sério, vampararcoessaputariaê.



De uma vez por todas, por mais que doa, e dê trabalho, e exija muito, repitam comigo: do it all the way, do it all the way.

Para seguir em frente

Das coisas coladas na parede do quarto e também trazidas sempre por perto num papel pequeno, dobrado, dentro da carteira:

Sapiência

Deixai que os fatos sejam fatos naturalmente,
sem que sejam forjados para acontecer.
Deixai que os olhos vejam os pequenos detalhes lentamente,
deixai que as coisas que lhe circundam estejam sempre inertes
como móveis inofensivos
para lhe servir quando for preciso
e nunca lhe causar danos
sejam eles morais, físicos ou psicológicos.

[Chico Science]

ouvindo: Uno, Muse.