Why?

- Why don't you send a scrap today to someone you haven't spoken to in years?
- Por falta de coragem, seu moço do Orkut. Por preguiça, também. É tão difícil fazer essas coisas. Me sinto deslocada, como se fosse intrometida. Quem disse que essas pessoas ainda se importariam?
Mas ó, ontem eu fui no churrasco de reencontro da minha turma do ensino médio. Serve? Não só scrap, mas pessoalmente - abraço e forró e risadas e suco gummy de uva e histórias da época do colégio. Acumulei felicidade por muitos dias, foi legal.

lendo: The devil wears Prada, Lauren Weisberger.

Morando na penteadeira

Além do rojão de festas familiares a que estou normalmente acostumada, esses dias da formatura do meu pai, cheio de solenidades e eu tendo que me arrumar como manda o figurino - maquiagem, meia-calça, roupas desconfortáveis - me tirou a paciência já faz tempo. Mas poderia ser pior, então agradeço aos céus por não ser uma figura pública nem minha família ser chique nem nada parecido. É um porre isso de ficar se arrumando - não gosto de me exibir, nem mesmo de tirar fotos; calça jeans e tênis é tão mais legal.

ouvindo: Colors bleed, Call and response.

Connecting people

Como se eu já gostasse muito de telefones, de vez em quando eu recebo uma ligação ou mensagem bizarra no celular, aumentando minha paranóia contra-comunicação.

No fim do ano foi algum desconhecido de Curitiba se dizendo um admirador me chamou pra ver Marley no cinema. Como essa pessoa descobriu o número do meu [muitíssimo sub-usado] telefone só sabem os céus, e nem querendo ver esse filme eu tava, mas até teria ido só pra sanar a curiosidade. Deve ser assim que as pessoas morrem e acabam aparecendo no jornal, esquartejadas dentro de malas and all that jazz.

Dessa vez foi o Bob, que num sms muito gentil, me chamou de prostituta e não deixou nem um número pra retornar e dizer ao coitado que a mensagem não foi pro destinatário certo. Sei disso porque primeiro, eu nem conheço nenhum Bob e segundo, que pra ser chamada de puta eu precisaria ao menos, er.

ouvindo: Reptilia, The Strokes.

Overmessed

Aí que dia desses eu estava vendo umas contas antigas de gmails criados para projetos que nunca chegaram a deixar de ser apenas isso, e acabei lembrando de um e-mail que criei numa das épocas que me isolei do mundo. Isso foi em 2006. (Engraçado lembrar de épocas da vida por causa de fragmentos abandonados pela internet afora.)

Com esse e-mail, criei uma conta no 43things e uma lista de coisas que queria fazer. Algumas eu realmente fiz: pintar o cabelo, adotar um gato, ter uma câmera digital, pintar a parede do quarto, entrar na faculdade.

Mas o que me chamou realmente atenção foi um dos itens que dizia "rescue the amazing person I used to be". Achei meio megalomaníaco, e ficou a dúvida: o que eu entendia por an amazing person quando escrevi isso?

Porque eu sinceramente não sei se estou ficando melhor, se estou me tornando uma pessoa fantástica.
(E o que realmente significa ser uma pessoa melhor, também não sei.)

ouvindo: Tres de la tarde, Franny Glass.
lendo: O poderoso chefão, Mario Puzo.